Deputado Fausto Jr. pede audiência pública para debater exploração de terras raras
Amazonas é o segundo estado com mais reservas do Brasil
O deputado federal Fausto Jr. (União-AM) apresentou o Requerimento nº 13/2026 solicitando a realização de uma audiência pública para discutir a exploração de terras raras no Brasil. O pedido foi aprovado nesta quarta-feira (15), durante reunião da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados.
O objetivo é promover um debate amplo sobre os impactos da exploração desses minerais estratégicos, com atenção especial aos reflexos para o estado do Amazonas, o desenvolvimento regional, a soberania nacional e a sustentabilidade. Para o deputado, é fundamental que o Brasil avance nessa discussão de forma responsável e estratégica, garantindo que a exploração desses recursos ocorra com equilíbrio entre desenvolvimento econômico, preservação ambiental e geração de oportunidades para a população.
“Estamos falando de minerais que, muitas vezes, já são explorados de forma complementar a outras atividades. Há dúvidas importantes sobre a possibilidade de já estarmos diante desse tipo de exploração sem a devida fiscalização, sem a devida compensação ambiental e, principalmente, sem a justa compensação ao povo da Amazônia”, afirmou.
Fausto Jr. disse, ainda, que o Amazonas é um dos territórios mais ricos do mundo em recursos minerais, mas essa riqueza não se traduz em qualidade de vida para a população, especialmente para quem vive no interior do estado.
“Antes de debatermos se deve ou não haver esse tipo de exploração, é fundamental discutir quais serão as contrapartidas sociais, os investimentos em infraestrutura e os benefícios diretos à população amazônida, que é, de fato, a verdadeira dona dessas riquezas”, destacou.
As terras raras são insumos essenciais para diversas tecnologias modernas, como eletrônicos, energias renováveis e equipamentos de defesa, o que torna o tema cada vez mais relevante no cenário econômico e geopolítico global.
A audiência pública deverá reunir especialistas, representantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil para aprofundar o debate e contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes sobre o tema.
